quarta-feira, 21 de junho de 2017

ALMOÇO ANUAL COSTELETA

Reportagem fotográfica


ALMOÇO CONVÍVIO








Continua
NOTA: Cliquem sobre as fotos para aumentar


segunda-feira, 19 de junho de 2017

ALMOÇO ANUAL COSTELETA


Almoço Anual dos Costeletas
 
Escrever sobre o repasto, ementa, calor, sonorização, localização, seria vulgarizar um encontro que traduz uma grandeza, rara nos tempos da subordinação às novas tecnologias e à economia, ignorando a maioria dos valores que foram a base da educação de milhões de portugueses.
Reunir cerca de uma centena de mulheres e homens, com um objectivo unânime, de conviver para manter viva a ligação de amizade alicerçada nos bancos da escola, é merecedor dos mais rasgados elogios.
Aos eleitos para dirigirem a nossa Associação, uma palavra de agradecimento pela dedicação e pelo trabalho em prol desta união. Muito obrigado.

             Jorge Tavares


ALMOÇO ANUAL COSTELETA


17 de Junho de 2017
Este ano na Quinta da Senhora Menina
em Faro
Estávamos 94 convivas

Reportagem fotográfica

A Presidente, Isabel Coelho, dá as "Boas Vindas" a todos os presentes, fala dos Sócios Costeletas que "já partiram" e, em memória deles, solicita a todos os presentes

UM MINUTO DE SILÊNCIO


E todos os presentes, de pé, aceitam









sábado, 17 de junho de 2017

FOTOS DO ALMOÇO ANUAL COSTELETA


ALMOÇO ANUAL COSTELETA
NA QUINTA DA SENHORA MENINA

Reportagem fotográfica do Rogério

Iniciaremos esta reportagem  com a mensagem
enviada pelo Professor Américo.
Que o Costeleta José Felix
nos trouxe gravada no seu smarfone.

1ª foto
José Felix, junto da Presidente Isabel Coelho, explica que a mensagem está gravada no telemóvel


2ª foto
Prepara o telemóvel para audição

3ª foto
Vai colocar o micro no telemóvel
4ª foto
Ouve-se a mensagem no altifalante
Não é possível ouvir-se a mensagem aqui no blog.
Solicitámos ao Costeleta José Felix que nos enviasse a mensagem do Professor Américo, por escrito, para que todos conheçam melhor o seu teor. (Isabel Coelho)
»»»»»»»»»»»»»»»»
Meus caros amigos.
Temos uma boa reportagem fotográfica para colocar aqui no nosso Blog.
Vamos fazer a respectiva edição para serem publicadas.

Inté!
Roger

sexta-feira, 16 de junho de 2017

AMANHÃ NÃO FALTES

GRANDE ALMOÇO ANUAL COSTELETA
17 de junho 2017 (Sábado) 13Horas
No catering senhora menina
FARO
ALMOÇO CONVÍVIO DANÇANTE
Custo do pak:   20 €

BEBIDAS DE BOAS VINDAS
Espumante, Sangria branca, Sumo de Laranja, Refrigerantes, Água Mineral

NA MESA:
Pão, manteiga, azeitonas, croquetes de carne, rissóis de camarão,
pasteis de bacalhau, calamares. (miniaturas)
BUFFET FRIO
Saladas Simples – Tomate, Alface, Pepino, Cebola, Beterraba, Cenoura,
Saladas Compostas – Marisco, Frango, Russa, Atum, Bacalhau, Tropical
Molhos – Vinagrete, Maionese, Cocktail, Azeitonas, Milho e Pickles
BUFFET QUENTE
Sopa – Creme de Cenoura
Peixe – Bacalhau Gratinado com Natas
Carne – Lombo de Porco no forno à Portuguesa
BUFFET DE SOBREMESA E FRUTA
Salada de fruta, Tarte de Fruta, Molotoff, Pudim Flan,
Torta de Amêndoa, Toucinho-do-céu, Semifrio de Ananás, Tarte de natas, floresta negra, torta de claras com ovos moles.
INCLUINDO – Vinho Branco, tinto, Água Mineral, Refrigerantes, Café
Para quem desconhece, a entrada para o restaurante fica na estrada marginal entre o Rio Seco e o Bom João. Junto da estradinha funda.
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Telemóvel de contacto: Isabel 919029068

domingo, 11 de junho de 2017

FICÇÃO CIENTIFICA

Um texto de ficção científica de
Manuel Inocêncio da Costa


MORTE NA FEDERAÇÃO GALÁCTICA     (Continuação)



Era uma mulher de quarenta anos, muito elegante e bela, perita em artes marciais, casada com um escritor, mãe de oito filhos,e, que fazia uns cozinhados de fazer crescer água na boca (como comprovara várias vezes em que fora convidado com a família, para a casa dela, pois eram amigos havia muitos anos). Mas, Jovial, pediu uma vez mais silêncio, e disse com voz forte ao microfone. Oriega, o Governador de Lírio, obteve a maior pontuação de todos, totalizando vinte e três pontos e meio. Saudemos o novo presidente e a nova vice presidente da Federação - os Governadores Oriega e Clara. Em meu nome e em nome do Grande Conselho damos-vos os parabéns desejando-vos uma governação clarividente e sábia. Ouviu-se então um enorme bruh-ah-ah, com todos de pé, num aplauso imenso, que parecia não ter fim. Jovial em representação do Grande Conselho deu ali mesmo e na hora, posse aos novos presidente e vice presidente da Federação.
Falou então Oriega que disse: Em meu nome e no da vice presidente agradecemos os vossos aplausos e a nossa escolha. Fomos eleitos para servir. É uma honra muito grande. Faremos tudo para corresponder à grandeza da missão; a Federação atravessa uma grande crise; esperamos a ajuda de todos para a ultrapassar; agora festejamos; daqui a algumas horas é dia de trabalho; preparemo-nos para isso.

A Galáxia prosperou.Venceu a crise... Oriega e Clara governaram com isenção e justiça e quando anos mais tarde faleceram, ao despenhar-se o avião em que seguiam, foi determinado pelos novos governantes, que na capital da Federação, Oca, na praça principal da cidade (de mais de quatrocentos hectares de área), fosse elevada uma escultura em bronze, em honra dos falecidos recordando-os assim "Homenagem da Federação Galáctica, aos falecidos presidente e vice presidente Oriega e Clara, que na sua governação sempre cumpriram os seus deveres".

Final da história

sábado, 10 de junho de 2017

FICÇÃO CIENTÍFICA


Um texto de ficção científica de
Manuel Inocêncio da Costa


MORTE NA FEDERAÇÃO GALÁCTICA     (Continuação)


Quando chegaram Oriega e os companheiros, vinham um pouco estafados da viagem, e, desejosos de comer uma refeição feita na hora. Assim foram rapidamente ao restaurante "O Cavalo Malhado", que Oriega sempre visitava, quando tinha que se deslocar a Oca. Depois da refeição e de deixar a mulher e as filhas na Hospedaria dos Governadores, foi apresentar cumprimentos à Assembleia do Grande Conselho, na pessoa de Jovial, o membro interino que substituía o falecido presidente e receber dele a credencial, que o habilitava a concorrer à presidência ou à vice presidência. Já lá se encontravam governadores e governadoras de outros planetas. Todos conhecidos, pois de três em três meses, todos se reuniam ora na sede de um planeta ora n sede de um outro, para deliberar e resolver os problemas mais delicados da Federação.
Nos quatro dias seguintes teve lugar o funeral de Simprónio. Foram cerimónias simples, em virtude do estado de crise, da Federação. Sobressaiu um grande desfile militar, em que foram mostradas as mais modernas e terríveis armas da Federação. Além disso apenas foi feito um ligeiro panegírico de Simprónio, que se destinguira no seu mandato, pelo seu bom senso, honestidade, imparcialidade e humanismo com que tratara todos os povos da Federação.
No outro dia tiveram lugar as provas. Provas muito difíceis. Na gigantesca sala da Federação, onde habitualmente reunia o Grande Conselho, Jovial, depois de informado pelo grande Júri, e, depois do Grande Conselho os ter ratificado, anunciou os resultados. Nenhum candidato obtivera a pontuação máxima, informou. E, continuou: Broma, o governador de Xisto, fez provas brilhantes. Obteve vinte e dois pontos e meio. Ouvido isto, ouviu-se uma grande ovação, em toda a imensa sala. Oriega aplaudiu também calorosamente. Broma era seu amigo pessoal, e, ele sabia que Broma era um sábio e uma pessoa excepcional. lria dar-lhe um abraço de parabéns assim que acabasse a cerimónia, assim como lhe diria, que estaria sempre disponível para colaborar, em tudo quanto fosse necessário a bem da Federação.

Mas o assunto não estava encerrado. Jovial pediu silêncio, e, com voz emocionada continuou. Clara, governadora de Miriam obteve vinte e três pontos. A estupefacção não foi muita. Uma ovação ainda mais estrondosa que a primeira, ecoou, levando minutos até se extinguir. Pensava-se terem sido encontrados os vencedores - Broma e Clara. Clara era conhecida em toda a Galáxia. Engenheira aeronáutica, leccionava em várias universidades e fora nomeada comandante chefe de todas as forças armadas da Federação. Oriega conhecia-a bem. Servira sob as suas ordens, na última guerra da Federação, contra os rebeldes dos Planetas Micos e Lavos.

Continua

sexta-feira, 9 de junho de 2017

INFORMANDO


Algarve impedido de contratar médicos
Esta informação colocada no blogue ontem, com a notação final de in JA, peca por falta de esclarecimento.
O seu teor tem meias verdades, e aparentemente pretenderá influenciar o leitor.
Infelizmente nos últimos anos, foram criadas em Portugal empresas que contratam de médicos, e posteriormente vendem esta “mão de obra “ qualificada ao Serviços Nacional de Saúde.
No acto da contratação dos profissionais, estas empresas pagam o preço hora, tipo empregada de limpeza, para posteriormente facturar ao valor real da profissão.
Quem quiser um esclarecimento real sobre esta questão, poderá abordar um médico do quadro permanente dos Hospitais, especialmente em termos comparativos da qualidade do serviço prestado. Julgo saber que o Ministério da Saúde pretende acabar com este tipo de contracto.
Estas empresas denominam-se – Empresas de trabalho temporário – pretendendo fornecer mão de obra, com o objectivo de evitar que os interessados contratem trabalhadores com vinculo efectivo.
Nota final --Determinado tipo de informações ou são bem fundamentadas ou desnecessárias.

Jorge Tavares

FICÇÃO CIENTÍFICA

Um texto de ficção científica de
Manuel Inocêncio da Costa


MORTE NA FEDERAÇÃO GALÁCTICA     (Continuação)


A nave tripulada por Oriega, descolou da pista principal do aeroporto de Valboim, de mais de trinta quilómetros de comprimento. Estavam providos de tudo o necessário para a viagem. A cidade de Oca ficava a poucas horas de viagem, se utilizassem a fantástica velocidade máxima da nave. Oriega sabia o que o esperava. Com ele outros governadores, de outros planetas estariam também a fazer a viagem, para a capital da Federação. Só podia concorrer a presidente ou vice presidente, quem fosse governador ou governadora de um planeta. A eleição não era através de eleições gerais. Quem escolhia o (a) presidente e o (a) vice presidente da Federação era o Grande Conselho. Este é que era escolhido através de eleições gerais, levadas a cabo no mesmo dia, em todos os planetas da Federação. O Grande Conselho era composto por homens e mulheres impolutos de todas as profissões. Tinha cinquenta mil membros. Cada concorrente à presidência ou à vice presidência, teria de prestar doze provas, para provar as suas capacidades, e, demonstrar que era digno de estar à frente dos destinos da Federação Galáctica. Essas provas iam desde provas físicas, até provas baseadas na experiência da governação, no bom senso, no desempenho perante um perigo súbito, uma calamidade, uma guerra simulada. Cada prova valia dois pontos. Era o Grande Conselho que propunha e classificava as provas, podendo porém delegar esta última competência. As provas eram iguais para cada candidato à presidência ou à vice presidência, ficando cada um completamente incomunicável de qualquer dos outros, no dia da resolução das provas, só comunicando com o Júri, em quem o Grande Conselho delegasse poderes para classificar o desempenho dos concorrentes. O Júri era o mesmo para todos os concorrentes. Ficava na presidência o candidato, que fosse considerado mais apto, que tivesse maior pontuação, e na vice presidência o que ficasse em segundo lugar. No entanto seria eliminado aquele que tivesse chumbado, nas provas de política externa e em defesa da Federação.


Os testes tinham lugar na base central da força aérea da Federação, da cidade de Oca, uma vez que uma das doze provas, consistia também em pilotar uma nave de guerra das mais potentes e sofisticadas da Federação. A nave pilotada por Oriega chegou à hora prevista a Oca. Era quase meio dia. A cidade, de mais de duzentos milhões de habitantes, encontrava-se com pouca gente nas ruas e nos estabelecimentos, pois a maior parte das pessoas, que trabalhavam no comércio, nas fábricas, na investigação, no turismo, nos bancos, serviços, artes, etc., para fugir às condições adversas do dia (em geral temperaturas muito altas), trabalhava de noite e descansava de dia.

Continua

quinta-feira, 8 de junho de 2017

FICÇÃO CIENTÍFICA

Uma história de ficção científica, de autoria de
Manuel Inocêncio da Costa



MORTE NA FEDERAÇÃO GALÁCTICA


O homem povoava já todos os planetas da Galáxia Teca. Conseguira produzir alimentos em vários dos planetas que a compunham e achara água, tudo quase suficiente para as necessidades da população, de mais de cem biliões de pessoas, que neles viviam. Os transportes ultra rápidos, entretanto desenvolvidos, levavam céleremente, dos planetas mais ricos para os mais pobres, muito do que estes necessitavam.
Na grande pista do aeroporto da cidade de Valboim, capital do Planeta Lírio, encontrava-se pronto para partir, um bólide brilhante de oito lugares, com a tripulação incluída. Neste caso tomaria o comando da nave, não o seu comandante habitual, mas Oriega, o governador do Planeta, que além de brilhante cientista, era um exímio piloto. Oriega tinha 44 anos, e, combatera outrora em várias guerras que se haviam travado, contra outros planetas da Galáxia, que se haviam revoltado, dentro da Federação. Agora a paz reinava em toda a Galáxia. Ele era um héroi nacional. Médico, investigador, descobrira vacinas e medicamentos, contra doenças até então incuráveis, que eram prescritos em toda a Federação.
Oriega chegou ao aeroporto, acompanhado da mulher, de duas filhas menores e do seu vice, o general Stark. Eram três da manhã. À uma da manhã, haviam recebido uma comunicação, do Grande Conselho da Galáxia, que estava sediado na cidade de Oca, capital do Planeta Bica, e, onde estava igualmente sediado o governo da Galáxia, informando que falecera Simprónio, o presidente da mesma, e que haveria eleição para presidente e vice presidente (cada vez que havia uma eleição para presidente deveria ser eleito também o vice presidente), cinco dias depois de terem tido lugar as cerimónias fúnebres, que duravam quatro dias.
Havia mais de dois anos que quase todos os planetas da galáxia, tinham sido atingidos, por epidemias, de causas em parte desconhecidas, que tinham morto muitos milhões de pessoas. Acrescendo a isso, e, também por causa disso, lavrava em toda a galáxia, uma crise imensa, com desemprego gigante e uma penúria de recursos, que atingia mais de um quinto de toda a população. Nos últimos meses equipas dos melhores cientistas de toda a Federação, haviam descoberto medicamentos, que estavam a travar a mortandade. Simprónio falecera precisamente nessa manhã, vítima de contágio, de uma das inúmeras doenças epidémicas que varriam a Federação.

Continua
 
 


quarta-feira, 7 de junho de 2017

INFORMANDO


Algarve impedido de contratar médicos e enfermeiros




.

A região algarvia está impedida de contratar médicos e enfermeiros, com a entrada em vigor, esta quarta-feira, de um decreto-lei que estabelece “uma redução de 35% por cento na contratação de pessoal para os hospitais, médicos, enfermeiros ou outros”.
A denúncia é feita pelo deputado  Cristóvão Norte, frisando que “a medida, por seu lado, ameaça os gestores hospitalares que violarem a norma, pois podem ser responsabilizados a nível civil ou criminal”.
O parlamentar eleito pelo Algarve salienta que “esta decisão desconsidera que o Algarve sofre de uma crónica dificuldade de recrutamento, em especial de médicos, mas também, de uma rotatividade no quadro de pessoal que exige que se façam sempre mais contratações para repor os níveis de resposta adequados”.
“O Algarve tem o menor número de médicos. Por 1000 habitantes tem menos de metade de Lisboa, Porto ou Coimbra, isto sem contar com a população flutuante. Abrem-se concursos, ficam vazios. Criam-se incentivos, surtem poucos efeitos. Temos, por exemplo, um dermatologista no Centro Hospitalar do Algarve! Como contratar mais perante esta situação?”, questiona Cristóvão Norte.
in JA

Já no final desta manhã, o ministro da Saúde esteve no Parlamento para reafirmar que o corte de 35% na contratação de médicos tarefeiros não vai provocar rutura no SNS. Adalberto Campos Fernandes assegurou que “o Algarve é uma exceção” por ser uma região onde existe “uma crónica falta de médicos”, pelo que a medida só será aplicada no Algarve “dentro de um ou dois anos”.

in JA

segunda-feira, 5 de junho de 2017

CRÓNICA DE FARO



XXXIII – As lembranças do Grémio
OPINIÃO | JOÃO LEAL

A excelência do escrito, inserto num site informático e da autoria do devotado olhanense Dr. António Paula Brito (vice-presidente da Associação de Valorização do Património Cultural e Ambiental de Olhão) sobre a demolição do edifício onde, durante décadas, cremos que nos anos da sua história, a sociedade recreativa conhecida por Grémio, trouxe-nos à memória, recordações mil de alegres noites ali vividas e convividas.
Ponto de encontro e companheirismo reunia famílias e jovens nos seus frequentados bailes, onde o respeito e a estima, eram notas salientes e fomentadoras de novas e mais assíduas amizades, isto para lembrar também os muitos casamentos que ali tiveram origem.
Situado na zona sempre conhecida por largo do Grémio, paredes meias com a Rua das Lavadeiras, um historial nas celebrações dos santos populares na então Vila Cubista, o imóvel que se encontrava, de há muito, em adiantado estado de degradação por via da inatividade associativa, tal como aconteceu por esse país fora com tantas outras instituições recreativas e culturais, foi-o também um ponto de encontro entre gentes de Faro e Olhão, que ali ocorriam, com relevância própria em épocas festivas, como a passagem de ano, o Carnaval, etc.
É mais uma memória construída e vivida por gerações que desaparece nesta cidade capital da Ria Formosa e cuja demolição e o mencionado e douto parecer citados nos alerta para a plena necessidade de preservar um passado que em si mesmo comportou e também a identidade da terra olhanense.
A lembrança de gerações de sócios e dirigentes que tudo fizeram em prol do Grémio determina um profundo sentimento de grata homenagem. A lembrança das noites e saudosas jornadas ali vividas suscita-nos lembranças mil que fazem parte desse período da nossa existência nesta “Cidade de Olhão da Restauração”.
Sobretudo do escrito/opinião assinado pelo Dr. António Paula Brito fica-nos a necessidade plena, imediata e decidida de, como ele expressou: “ou seguimos um modelo económico que passa pela destruição das referências patrimoniais do passado… ou seguimos um modelo que passa pelo fortalecimento da nossa identidade”.

João Leal


   Um texto de LINA VEDES

BANHOS DE MAR V  (Continuação)


   Punham-se de costas na rebentação das ondas, de mãos dadas, procurando
 a possibilidade do mergulho.
As marés vivas de Setembro derrubavam-nas e enrolavam-nas. O mor­rer da onda deixava a nu uma verdadeira salada russa de pernas, braços, barrigas, rabos e mamas. Levantavam-se, guinchavam, voltavam a cair, mas não desistiam dos mergulhos. O resultado final era hilariante. Recheadas de areia, cabelos desalinhados, roupa enrolada e colada ao corpo, às vezes despidas ... pareciam croquetes prontos para a fritura!
Arrastavam-se para o areal, esgotadas de tanto esforço e sentavam-se de pernas abertas a descansar esperando os seus homens.
Desato a rir às gargalhadas sem me conter!
Aqueles homens calejados pelo trabalho árduo do campo, sempre debruçados sobre a terra, saíam da água salgada do mar correndo e sal­tando pelo areal. Descalços, sacudiam-se, salpicando tudo e todos, aga­chavam-se, entrançavam as pernas, rasteiravam-se uns aos outros e rebolavam. Jogavam às "abarcas". Mediam forças para encontrar um ven­cedor. Encontrado o mais forte, concluída a luta, ficavam irreconhecíveis cobertos de areia ... tanta ... que pareciam reais croquetes já panados.
Aqui sentada, olhando o infinito, regozijo-me de poder gritar a FELICIDADE de "abarcar" em mim, simultaneamente, o presente e o passado!

Lina Vedes 6 de Março de 2016

domingo, 4 de junho de 2017


Um texto de LINA VEDES

BANHOS DE MAR IV (Continuação)


O cumprimento destas regras era assegurado pelo cabo mar que per­corria toda a costa na esperança de encontrar alguém, em flagrante delito. O cabo mar Chagas ultrapassava a lei zelando, com rigor, pela moral e bons costumes.
Havia o hábito de contratar banheiros especializados em mergulhar crianças. Eram sete mergulhos considerados indispensáveis para um Inverno sem constipações. Tinham uma enorme manápula que tapava a boca e nariz, um poderoso braço que prendia a cintura, um vozeirão rouco e medonho que iniciava a contagem ... um ... dois ... três ... não havia espaço para respirar!
Um pavor ... daqueles que arrepiam!
A chegada à praia interrompeu as minhas lembranças!
O tempo actual, esquecido do termo ilha, é inquieto e bem diferente do tempo antigo.
Procuro uma esplanada e continuo no prazer das recordações ...
Em Setembro, depois dos frutos secos apanhados, os montanheiras vinham até à ilha para os "banhos santos" ... vinham "abanhar"
     Estes montanheiros eram trabalhadores rurais que, do nascer ao pôr-do-sol, cuidavam das hortas que circunda­vam Faro. Acreditavam que ao mergulhar no mar sete vezes, durante sete dias, a saúde seria certa durante o Inverno.
Vinham em carroças puxadas por bestas, dei­xavam-nas perto  do cais Porta Nova ou no largo de S. Francisco.
Na ilha as mulheres vestiam uma camisa de dormir enorme e larga, abo­toada até ao pescoço e os homens utilizavam ceroulas gastas pelo uso e pelas lavagens, esgaçadas à frente e atrás, com um buraquito não cosido, por onde podia sair um apêndice encolhido pelo frio da água.

As mulheres "abanhavam-se" em grupo, cheias de medo.
Finaliza no próximo dia

sábado, 3 de junho de 2017

Um texto de Lina Vedes
BANHOS DE MAR III  (Continuação)

     A ida para a costa obrigava a uma longa caminhada pelo areal, sem passadeira e coberto de picos, soltos dos cardos, que o vento se encarregava de espalhar.
A duna era enorme, podíamos montar o toldo sem a preocupação de colidir com alguém. Arrumávamos a comida e todos os pertences, enterrá­vamos junto das ondas, o garrafão de vinho e a melancia, para refrescarem.
A hora do almoço era complicada. Toalha esten­dida, pratos espalhados, comida distribuída e, num azar de um gesto brusco, lá ia a areia por cima de tudo. Vinha logo a reprimenda:
       - Não consegues parar?              
       Enquanto durava o tempo de digestão as mulheres do grupo lava­vam a louça no mar esfregando-a com areia e enterravam as sobras no areal.
Os homens ficavam debaixo do toldo ou iam para a tasca da Maria Almodôvar conviver e beber um copito.
As crianças rebolavam e davam cambalhotas na areia, brincavam com um ringue, uma bola ou um prego ... Sobretudo importunavam pergun­tando com insistência:
- Posso ir para a água?
Navego recordando o ontem com satisfação, consciente que a felicidade não depende daquilo que nos falta. Sabíamos, instintivamente, construir alegria dando um bom uso ao pouco que tínhamos.
Os fatos de banho dos anos 40/50 ... obedeciam a regras rigorosas.
As mulheres tinham de disfarçar as curvas corporais usando fatos de banho subidos nas cavas e no decote e descidos nas pernas, com uma pequena saia na frente.
Os calções dos homens não eram cavados, tinham 2/3 dedos de perna.
    Eram obrigados ao uso de uma camisola de meia manga ou de alças. Não podiam andar de tronco nu. Os tecidos desses fatos de banho não tinham elasticidade e quando molhados, principalmente os dos homens, molda­vam e avolumavam "as partes".

Continua no próximo dia

sexta-feira, 2 de junho de 2017

LANÇAMENTO DE LIVRO

A Professora, Escritora
LINA VEDES

Lançou o seu 3º Livro


Hoje, pelas 18 horas no Pátio
da Biblioteca Municipal de Faro.
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A mesa do lançamento do Livro
estava composta por:

Rogério Bacalhau
Presidente da Câmara de Faro
Que elogiou a Escritora
Arménio Aleluia Martins
Jornalista
Que fez a apresentação do Livro
Lina Correia Pinto Vedes
Escritora do Livro
Gente de Faro
Assistência

Autógrafos

A nossa Associação esteve no evento, representada pela Presidente Isabel Coelho, notando-se a presença do Jornalista Costeleta João Leal.


Aniversários
A nossa Associação tem algo de inédito, no panorama nacional.
Os seus membros, na sua enormíssima maioria são sexagenários, septuagenários ou octogenários.
O relacionamento entre os costeletas ( membros ou não ) é surpreendente, pelo carinho e amizade existente, independente do seu credo religioso ou político, e indestrutível ao longo de décadas.
E o mais surpreendente, é que o costeleta Rogério, grande impulsionador e administrador deste órgão social  de ligação entre todos os que o utilizam ou visitam, nunca se esquece das data dos seus aniversários, dando-lhe os parabéns, independentemente do lugar aonde se encontrem...vivos ou falecidos.
Parabéns Rogério pela tua perseverança.
Um costeleta vivo!!!!Jorge Tavares 1950/56

NOTA DA REDACÇÃO: Para lembrar aniversário, não é necessário estar vivo...
Roger


ANIVERSÁRIOS SÓCIOS COSTELETAS

JUNHO        



03 - Manuel Pedro Paulo. 04 - Joselina Cabrita Dias. 06 - Joaquim Jesus Matias; António Norberto Sousa Cunha; Isabel Maria Quintas Lapa Veríssimo. 008 - Maria Amélia Malaia Santos Gonçalves; Luciano Lopes de Mendonça Vargues. 10 - Amabélio Artur Pereira; Daniel Gregório Pacheco. 11 – Vítor Manuel da Cunha; Jacinto Luís Conceição Rodrigues. 12 - José António Gonçalves Palmeiro. 13 - Inácio Guerreiro Fernandes. 14 - António Viegas Rodrigues Palmeiro. 15 - Zélia Maria Dores Neves Gomes Costa. 19 - Alfredo Silva Teixeira; Armando Jesus Adanjo Sebarrinha. 20 - Afonso Lopes Santos;  Joaquim Ponte Coelho. 21 - António Inácio Gago Viegas; Carla Maria Pires Neves Rio Coles. 23 - José Luís Iria Zacarias; Zinália Maria da Conceição Rosa. 24 - João Horácio Tomé Belchior. 26 - Vítor Manuel Rodrigues Caronho. 27 - João Jacinto Piteira. 30 - Vítor José Jesus Silva.
PARABÉNS A TODOS

Um texto de LINA VEDES
BANHOS DE MAR II  (continuação)

Quando a maré vazava ... era um filme!
A meio da ria, com a ilha à vista, sentíamos o barco aos soluços, batendo no fundo, deixando-nos desconsolados, pois sabíamos o que iria acontecer!
Mestre Chico, na sua cabine de comandante, dava ordens e procurava navegar na parte mais funda do rego de água. Dois homens, um de cada lado, munidos de grandes varas, tentavam baloiçar o barco para que este não encalhasse.
A missão era impossível! Acabávamos por ficar presos, aguardando a descida integral das águas e a subida da maré até que fosse possível a navegabilidade.
Se o mesmo acontecesse no regresso a Faro, era muito mais dramático.
Vínhamos cansados, com fome, desejando chegar a casa o que, por vezes, só acontecia em plena noite.
Ainda sinto a insatisfação dos momentos passados num barco apinhado de gente, com crianças chorando ou barafustando, adultos impacientes e dores de barriga aliviadas num cubículo, com uma porta que não fechava, e um buraco redondo no meio de uma trave.
A recordação arrepia-me ... Como éramos pacientes! ...
Levantou-se uma brisa fresca. Aperto o casaco, olho as águas, o céu, o casario da praia, que já se avista...
Chegávamos à ilha e a confusão generalizava-se. Ansiosos por sair do barco/cativeiro ultrapassávamo-nos uns aos outros, carregados com os ces­tos da comida, os garrafões de vinho, as melancias ou as bilhas de água e os toldos ...
Escolhíamos ir para a costa ou ficar na ria.
Quem escolhesse a ria, se não tivesse toldo, ia para debaixo da ponte, cais de embarque e desembarque, enquanto a maré não subia. Aqui o banho era mais tran­quilo e agradável per­mitindo mergulhos da ponte e a entretenha da apanha de berbigões. A ida  para a costa obrigava a uma longa caminhada    pelo areal.

Continua no próximo dia

quinta-feira, 1 de junho de 2017


Um texto da Professora, Escritora LINA VEDES



BANHOS DE MAR

Fevereiro de 2016 ... Dia de Verão em pleno Inverno!...
Navego pela Ria Formosa num barco turístico, confortável, muito bem apetrechado, cujos proprietários procuram prodigalizar, a todos, um pas­seio agradável ...
A água da ria parada e brilhante enche todo o sapal. Com a maré plena poucas aves marinhas se avistam, só gaivotas. Nada de cegonhas, gar­ças, mergulhões e nem os flamingos que, muito recentemente, por aqui nidificam.
O barco desliza, suavemente, e eu deixo-me levar pela tranquilidade do momento ... Sorrio à natureza e dou comigo a comentar, em voz alta:
- Como o tempo voa!!!
Parece que foi ontem ... e já passaram 50 anos! Cinquenta? Antes 60 ou 65! Como o tempo engana!!...
Revejo-me criança, navegando tal como hoje, no mesmo local, num barco pequeno, ruidoso, cheirando a gasóleo, amolgada por uma multidão de gente!
O único acesso à ilha de Faro era o barco e ao longo dos anos conheci vários - o Isabel Maria, o Ria Formosa, o Gavião, o Alegria.
Os horários dos barcos, gasolinas como chamávamos, não eram respei­tados na íntegra. O importante era encher, para facturar, obrigando a um acumular de pessoas e bagagens.
Continua no próximo dia

barco Isabel Maria